Fazer o roteiro de amelie poulain montmartre por conta própria costuma significar uma parada só: o Café des Deux Moulins, com fila de turistas fazendo a mesma foto na mesma vitrine. Pouco da magia que fez O Fabuloso Destino de Amélie Poulain virar cult sobra nesse meio-fio. A maior parte das locações do filme está espalhada em ruas quase vazias de Montmartre, a poucos minutos do circuito mais fotografado do bairro.
O roteiro de locações de Amélie Poulain em Montmartre menos óbvio inclui a Rue Saint-Vincent (cena de abertura), a mercearia Maison Collignon na Rue des Trois Frères, o jardim Willette com o carrossel e a antiga loja de vídeo em Pigalle — pontos sem fila, a menos de 15 minutos a pé um do outro, e que a maioria dos roteiros prontos ignora.
O roteiro começa e termina dentro do 18º arrondissement, o bairro que concentra toda a trama visual do filme.

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A estação de metrô Abbesses (linha 12) deixa você a 5 minutos a pé da Rue des Trois Frères, onde fica a mercearia Maison Collignon. Se preferir começar pelo topo do bairro, desça em Anvers (linha 2) e suba a Rue de Steinkerque até o funicular do Sacré-Cœur — de lá, o jardim Willette fica logo abaixo da escadaria da basílica. Todo o roteiro de locações de Amélie Poulain em Montmartre é feito a pé, sem necessidade de outro transporte além do metrô inicial, e a caminhada entre os pontos raramente passa de 10 minutos.
Quem chega de RATP (a operadora oficial do metrô parisiense) deve evitar a saída da estação Abbesses nos horários de pico de turistas, entre 10h e 12h, quando o elevador Art Nouveau da estação forma fila só para descer.
A melhor janela para o roteiro de locações de Amélie Poulain em Montmartre é uma manhã de dia útil, entre 9h e 11h, quando o bairro ainda respira como no filme: turistas concentrados na Place du Tertre, enquanto ruas residenciais como a Saint-Vincent ficam praticamente vazias. Reserve de 2h30 a 3 horas para cobrir as seis locações com calma, incluindo uma parada para café.
Evite sábado à tarde e feriados prolongados, quando o bairro inteiro vira ponto de parada de ônibus de turismo e a Place du Tertre some sob guarda-chuvas de caricaturistas. No inverno (dezembro a fevereiro), as ruas ficam ainda mais vazias, mas alguns comércios menores fecham mais cedo, por volta das 18h.
Estas são as paradas que a maioria dos roteiros sobre Amélie Poulain ignora, mas que carregam cenas centrais do filme — a maioria sem placa, sem fila e sem menção nos guias tradicionais de Montmartre.
É aqui que o filme abre e fecha: a rua de paralelepípedos atrás do Sacré-Cœur, quase sem trânsito, onde a mosca voa nos primeiros segundos da narração. Vale caminhar os 100 a 200 metros até o cruzamento com a Rue des Saules, onde ainda existe o Clos Montmartre, a última vinha urbana de Paris.
A mercearia da Rue des Trois Frères, 56, adotou o nome do filme e vende frutas, legumes e pequenas lembranças de Amélie Poulain — sem cobrar para fotografar a fachada, ao contrário de pontos mais explorados do circuito, como o próprio café.
Aos pés do Sacré-Cœur, o pequeno Square Louise-Michel (popularmente chamado de jardim Willette) guarda o carrossel antigo e a cabine telefônica da cena das setas azuis. É um bom lugar para sentar 10 minutos antes de encarar a escadaria da basílica.
A loja onde Nino trabalhava, no número 37 do Boulevard de Clichy, hoje é uma sex shop chamada Toys Palace — a fachada mudou pouco desde as filmagens, e é o ponto mais distante do roteiro, a cerca de 12 minutos a pé do jardim Willette, já na fronteira com o bairro mais adulto de Pigalle.
Se sobrar meio dia, o Canal Saint-Martin — onde Amélie joga pedrinhas na água em uma das cenas mais citadas do filme — fica a 20 minutos de metrô e fecha o circuito temático com um bairro completamente diferente, de pontes de ferro e cais arborizados.

Depois das locações, a Basílica de Sacré-Cœur (leia o guia completo de Montmartre e Sacré-Cœur) e a Place du Tertre ficam a poucos passos — vale reservar 30 minutos para subir à cúpula, se o dia estiver claro. Quem quiser contexto histórico do bairro antes de sair caçando fachadas de filme pode reservar um tour guiado de Montmartre, que costuma incluir vários pontos deste roteiro no caminho.
Para quem prefere andar por conta própria, reservar o tour guiado de Montmartre em português ainda vale como plano B em dias de chuva, quando encontrar as ruas menores sozinho fica mais difícil.
O Café des Deux Moulins (Rue Lepic, 15) continua servindo pratos simples de bistrô e vale uma parada rápida no balcão — evite os horários de pico do almoço, entre 12h30 e 14h, quando a fila para sentar passa de 30 minutos. Para uma refeição mais tranquila, a Rue des Trois Frères tem padarias e cafés menores, sem menu em seis idiomas, onde dá para sentar com o mesmo clima de bairro que aparece no filme.
Vale reservar uma mesa fora do horário de pico também no entorno da Rue Caulaincourt, onde bistrôs de bairro cobram menos que os estabelecimentos voltados só para turistas da Place du Tertre. É comum encontrar menu do dia por preços mais em conta que os cafés na base da escadaria do Sacré-Cœur, justamente por ficarem alguns minutos mais longe do fluxo principal de visitantes.

Hospedar-se dentro do próprio 18º arrondissement encurta o deslocamento e permite caminhar o roteiro antes das 9h, quando as ruas ainda estão vazias. Hotéis perto da Rue Lepic ou da Rue Caulaincourt colocam você a 5–10 minutos de todas as locações citadas neste guia, sem depender de metrô para o primeiro compromisso do dia.
Segundo o Office de Tourisme de Paris, o 18º arrondissement concentra parte da rede de hospedagem mais em conta da capital fora do centro histórico, o que compensa o fato de ficar um pouco mais longe do Louvre e da Torre Eiffel.
Quem gostar do clima de bairro fora do circuito pode seguir para outras vilas parisienses parecidas, como o Butte-aux-Cailles, com a mesma vibe de vila e ruas de paralelepípedo, ou o bairro de Belleville, conhecido pela vista e pelo street art.

Leve calçado fechado — Montmartre é feito de ladeiras e paralelepípedos irregulares, que castigam sandálias em poucas horas de caminhada. As locações não têm placas oficiais; leve o nome das ruas anotado no celular, porque a sinalização turística do bairro foca só nos pontos mais famosos, como o Moulin Rouge e a Place du Tertre. Evite fotografar dentro da Maison Collignon sem comprar nada — é uma mercearia em funcionamento, não uma atração.
Baixe o mapa offline do bairro antes de sair do hotel: em várias ruas de Montmartre, principalmente perto do Clos Montmartre, o sinal de dados cai por causa da topografia irregular e dos prédios antigos de pedra.
Sim, o Café des Deux Moulins continua funcionando na Rue Lepic, 15, em Montmartre, servindo como bistrô de bairro — mantém parte da decoração usada nas filmagens, mas funciona como café comum, sem cobrar ingresso ou reserva especial.
O roteiro completo pelas locações de Amélie Poulain em Montmartre, incluindo a mercearia Maison Collignon, o jardim Willette e a Rue Saint-Vincent, leva de 2h30 a 3 horas a pé, em ritmo tranquilo com paradas para fotos.
Não. Todas as locações citadas — Rue Saint-Vincent, Maison Collignon, jardim Willette e a antiga Palace Video — são ruas e espaços públicos ou comércios abertos, sem cobrança de ingresso para ver a fachada ou caminhar pela área.
Um tour guiado de Montmartre ajuda a encontrar as locações menos sinalizadas mais rápido e agrega contexto histórico do bairro, mas o roteiro de locações de Amélie Poulain também funciona sozinho com um mapa e os nomes das ruas em mãos.
A estação Abbesses, na linha 12, é a mais central para o roteiro de locações de Amélie Poulain, deixando você a 5 minutos a pé da mercearia Maison Collignon e do coração das ruas menos turísticas do bairro.
Seguir as locações de Amélie Poulain fora do circuito principal é a forma mais simples de ver Montmartre como o bairro que inspirou o filme, e não como o cartão-postal lotado que ele virou. Para mais roteiros de bairro em Paris fora do óbvio, continue explorando o Torre Eiffel Brasil.