Subir à Torre Eiffel não é uma experiência única — são três experiências diferentes, uma em cada andar. O primeiro, o segundo e o topo têm alturas, perspectivas e atrações completamente distintas. Quem entende isso antes de visitar aproveita muito melhor o tempo e o dinheiro gasto no ingresso.
Este guia descreve o que você encontra em cada andar, quanto tempo reservar, qual vale mais a pena para cada tipo de visitante e o que não perder em cada nível.

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Antes de subir: o que saber sobre acesso e ingressos
A torre tem dois tipos de acesso: elevador e escada. Os elevadores chegam a todos os três andares. As escadas sobem até o segundo andar (674 degraus) — o terceiro andar só é acessível de elevador. Se você tiver energia para os degraus, a subida pelas escadas oferece uma perspectiva da estrutura de ferro que os elevadores não mostram: você vê as treliças, os rebites e a engenharia da torre de dentro, passo a passo.
O ingresso para o segundo andar (com escada ou elevador) e o ingresso que inclui o topo têm preços diferentes. Em 2025, o acesso até o segundo andar de elevador custa cerca de 18,80€ para adultos; o ingresso completo com topo sai a 28,30€. Crianças e jovens têm descontos. Reserve sempre com antecedência no site oficial — as filas sem reserva podem passar de 2 horas em alta temporada.
Os elevadores têm capacidade limitada e os horários de pico são das 10h às 17h. Se você for de manhã cedo (abertura às 9h30) ou no final da tarde (perto das 18h), vai encontrar menos espera. À noite, a torre fecha mais tarde no verão e o fluxo de visitantes cai significativamente depois das 20h.
Primeiro andar: 57 metros — muito mais do que uma passagem

A 57 metros de altura, o primeiro andar é o mais subestimado da torre. Muita gente passa por ele rápido, sem parar — e perde bastante. Depois de uma reforma concluída em 2014, o andar ganhou seções de piso de vidro transparente, onde você olha diretamente para baixo e vê o Campo de Marte 57 metros abaixo dos seus pés. Para quem tem vertigem, é desafiador; para quem não tem, é uma das fotos mais impressionantes do roteiro.
O primeiro andar também tem uma exposição permanente sobre a história da construção da torre — fotografias da época, desenhos originais de Gustave Eiffel, e a história de como 300 operários montaram 18.000 peças de ferro em pouco mais de dois anos. Se você acabou de ler sobre a história da torre antes de visitar, este é o lugar onde tudo se materializa.
Há dois restaurantes no primeiro andar. O 58 Tour Eiffel é a opção mais acessível — pratos entre 20 e 45€, com vista para o Campo de Marte. O acesso ao restaurante não exige reserva antecipada para o ingresso da torre (você pode entrar separadamente), mas é recomendado reservar mesa com antecedência, especialmente no jantar.
Quanto tempo reservar: 30 a 45 minutos para ver com calma, mais tempo se quiser usar o restaurante ou passar bastante tempo na exposição histórica.
Segundo andar: 115 metros — a melhor vista de Paris

Para muitos visitantes, o segundo andar é o melhor da torre — não o topo. A 115 metros de altura, a vista de Paris está próxima o suficiente para reconhecer cada monumento com clareza: o Louvre ao norte, Notre-Dame na Île de la Cité, Montmartre e o Sacré-Cœur ao fundo, os Inválidos com a cúpula dourada ao lado, o Arco do Triunfo no eixo dos Campos Elíseos. Tudo identificável, tudo detalhado.
No topo, a 276 metros, os monumentos ficam pequenos e o horizonte se expande tanto que a escala muda — você vê a região de Paris, não a cidade em si. O segundo andar equilibra melhor altitude e legibilidade da paisagem urbana.
É aqui também que ficam os telescópios pagos — câmeras que permitem ampliar os monumentos e tirar fotos com zoom de pontos específicos de Paris. E é do segundo andar que o elevador para o topo parte.
O segundo andar tem uma boutique de souvenirs, lanchonete e o acesso ao elevador do topo. A plataforma externa tem um corredor que dá a volta completa em 360 graus — reserve tempo para caminhar devagar e identificar cada ponto do horizonte.
Quanto tempo reservar: 45 minutos a 1 hora. É o andar onde a maioria das pessoas passa mais tempo.
Terceiro andar (topo): 276 metros — o apartamento de Eiffel e a vista da França

O terceiro andar fica a 276 metros de altura — a cúpula de vidro que encerra o topo da torre. A diferença em relação ao segundo andar é imediata: o espaço é muito menor (cabe cerca de 400 pessoas ao mesmo tempo, contra milhares nos andares inferiores), o vento é mais forte, e a vista se expande para além de Paris. Em dias claros, dá para ver a até 70 km de distância.
No topo fica a reconstituição do apartamento de Gustave Eiffel — o engenheiro construiu um cômodo privativo para uso próprio aqui, e se recusou durante anos a alugar para qualquer pessoa, mesmo quando ofertas generosas apareceram. O apartamento tem móveis da época, bonecos de cera representando Eiffel e Thomas Edison em visita, e documentos originais. É pequeno, mas o contexto histórico que carrega é único.
Há um balcão de champanhe no topo — uma taça de espumante a 276 metros sobre Paris custa entre 12 e 20€, dependendo da escolha. É um dos momentos mais “torre Eiffel” que a visita oferece. E há painéis interativos explicando como a antena de rádio, que salvou a torre da demolição em 1909, funciona.
A plataforma externa do topo é mais estreita e tem paredes de vidro mais altas que os andares inferiores — por questão de segurança. Fotografar por cima da grade é mais limitado, mas a vista em dia claro compensa qualquer restrição.
Quanto tempo reservar: 20 a 30 minutos. O espaço é menor e o fluxo é mais rápido do que no segundo andar.
Como aproveitar melhor cada andar: dicas práticas
Horário ideal para subir: o fim do dia — entre 17h e 20h no verão — combina bem os dois mundos: você vê Paris com luz natural no segundo andar, espera o anoitecer e ainda assiste ao show de luzes à primeira hora cheia da noite (21h no verão). Se for de manhã, a luz é melhor para fotos viradas para leste (Notre-Dame, Louvre), mas o horizonte a oeste fica na sombra.
Para fotografia: no primeiro andar, o piso de vidro rende fotos verticais do Campo de Marte olhando para baixo. No segundo, a plataforma externa permite fotos em todas as direções — posicione-se nas bordas opostas para pegar os diferentes pontos de referência. No topo, as janelas de vidro são mais altas e limitam fotos sem reflexo; a solução é usar lente polarizadora ou fotografar de ângulo oblíquo em relação ao vidro.
Com crianças: a altura do corrimão e a estrutura das grades variam entre os andares. Crianças pequenas têm visão obstruída nas plataformas externas do segundo andar e do topo — carregue no colo ou use os espaços internos com janelas em altura mais baixa. O primeiro andar tem mais espaço e o piso de vidro geralmente agrada muito as crianças (e assusta os adultos).
Loja de souvenirs: existe em todos os andares. As lojas do primeiro e segundo andares têm o maior estoque. A do topo tem itens específicos com o selo “topo da Torre Eiffel” — mais caros, mas com um apelo simbólico. Se você for comprar lembrança, compare preços nos três andares antes de decidir.
Subir de escada: vale a pena?
A opção de escada existe e é usada por muita gente — especialmente quem tem medo de elevador, quem quer ver a estrutura de dentro em detalhe, ou quem gosta do desafio físico. São 674 degraus até o segundo andar, distribuídos em quatro lances de escada com patamares de descanso. Quem está em boa forma física sobe em 20 a 30 minutos; quem parar com mais calma leva 40 a 50 minutos.
A vantagem da escada vai além do exercício: você vê a geometria da torre por dentro, acompanha a evolução da estrutura à medida que sobe, e passa por pontos onde as treliças de ferro ficam bem próximas. É uma experiência que o elevador não oferece. A desvantagem é que o ingresso de escada é mais barato, mas você ainda vai precisar do elevador para chegar ao topo — e pode ter que esperar na fila do elevador no segundo andar junto com todos os outros visitantes.
Vale a pena subir até o topo?
Depende do que você quer. Para quem vai uma vez na vida, sim — subir ao topo e dizer que esteve a 276 metros sobre Paris tem um valor simbólico que o segundo andar não dá. Para quem já conhece a torre e quer apreciar Paris com mais detalhe, o segundo andar entrega mais pela diferença de preço.
Se você tiver crianças pequenas, o segundo andar costuma ser mais prático: menos tempo de espera para o elevador, mais espaço, e a vista é igualmente impressionante para quem está vendo Paris de cima pela primeira vez. O topo perde um pouco o efeito quando a escala já está tão grande que os pontos de referência viram pequenos pontos no horizonte.
Perguntas frequentes sobre os andares da Torre Eiffel
Qual andar tem a melhor vista da Torre Eiffel?
Para ver Paris com clareza e identificar os monumentos, o segundo andar (115 metros) é o mais equilibrado. O topo tem uma vista mais ampla, mas os monumentos ficam pequenos demais para reconhecer sem telescópio.
As escadas chegam até o topo?
Não. As escadas sobem somente até o segundo andar (674 degraus). O terceiro andar é acessível apenas de elevador, que parte do segundo andar.
Quanto tempo leva a visita completa à Torre Eiffel?
Calculando todos os três andares com calma: 2 a 2,5 horas. Se você for subir de escada até o segundo e depois de elevador até o topo, adicione mais 30 minutos.
A torre abre à noite?
Sim. No verão (junho a setembro), a torre fecha às 00h45. No inverno, encerra às 23h45. O show de luzes — 20.000 lâmpadas piscando por 5 minutos — acontece a cada hora cheia a partir do anoitecer.
Posso comprar ingresso na bilheteria no dia?
Sim, mas as filas podem passar de 2 horas em alta temporada. A recomendação é sempre reservar com antecedência pelo site oficial da Torre Eiffel.






