Roteiro de 7 Dias em Paris: dia a dia completo

Rua parisiense com vista da Torre Eiffel ao fundo
Foto de Mehmet Turgut Kirkgoz no Pexels.

Dica: Aproveite também para fazer estes passeios em Paris
Tour pelo exterior da catedral de Notre Dame + Ingresso da cripta . Duração: 2 horas
Disneyland Paris Duração: 3 horas ou mais
Passeio de barco pelo Sena. Duração: 1h
Ingresso do 3º andar da Torre Eiffel. Duração: 2 a 3 horas
Ingresso do Palácio de Versalhes. Duração: 2 a 3 horas
Veja mais passeio em Paris aqui.

Dia 1: Torre Eiffel, Trocadéro e Champ de Mars

Comece sua semana em Paris como muita gente faz — com a Torre Eiffel. Não é clichê, é realidade: a torre merece estar no seu primeiro dia para você se ambientar com a energia da cidade. Chegue cedo aos Jardins do Trocadéro (entrada gratuita) para evitar aglomerações e aproveite a vista clássica da torre com os jardins ao fundo — aqui você tira aquela foto que todo brasileiro sonha.

Se quiser subir na Torre Eiffel, você pode entrar pelo elevador (mais rápido, mas mais caro — cerca de €15-18) ou pelas escadas (€5-9, mas exigem fôlego para os 674 degraus). O trajeto de elevador oferece paradas no primeiro e segundo andares antes do topo. O topo dá uma visão de 360 graus de Paris, onde em dias claros você vê até 70 quilômetros. A melhor hora para subir é no final da tarde, por volta das 16h, quando a luz fica morna e romântica.

À noite, o Champ de Mars (o grande gramado em frente à Torre) se enche de turistas e locais. Sente na grama, peça um vinho no bar da região (ou leve sua própria garrafa — é permitido em muitos parques), e aproveite o espetáculo das luzes da torre que começam a piscar à noite (a cada hora cheia, a torre tem um show de luzes de 5 minutos com 20 mil lâmpadas).

Dia 2: Museu do Louvre, Notre-Dame e Passeio no Sena

O Dia 2 é dedicado aos museus e ao coração histórico de Paris. Comece pelo Museu do Louvre, o museu mais visitado do mundo. Chegue cedo (as portas abrem às 9h) para evitar as filas gigantes. A dica de ouro: se você só quer ver a Mona Lisa, Vitória de Samotrácia e Vênus de Milo, são apenas 2-3 horas. Se quer realmente explorar, reserve 4-5 horas.

Dentro do Louvre, peça o mapa (gratuito) à entrada ou use o app do museu. A Ala Richelieu (pintura francesa), Ala Sully (arte egípcia e artes islâmicas) e Ala Denon (pintura italiana e mona Lisa) são as principais. Evite as terças-feiras (dias mais vazios mas também mais caóticos) — quinta e sexta são boas escolhas.

Depois, caminhe até a Catedral de Notre-Dame. Se a catedral ainda estiver em restauração quando você ler isto (estava em reforma após o incêndio de 2019), visite a Igreja de Sainte-Chapelle bem pertinho dali — os vitrais dela são tão bonitos quanto a Notre-Dame, mas com muito menos fila.

No final da tarde, faça um passeio de barco pelo Rio Sena. Os barcos saem de vários pontos (Pont de l’Alma é bem central). Um passeio de 1 hora custa cerca de €16-18 e você vê pontes, edifícios históricos e ainda aprende detalhes sobre a cidade. Se puder, escolha um passeio no final da tarde quando a luz fica dourada — as fotos saem incríveis.

Dia 3: Montmartre, Sacré-Cœur e Moulin Rouge

Montmartre é o bairro bohêmio de Paris. Use o metrô (Linha 2, estação Abbesses) e comece caminhando pelas ruas estreitas e calçadas de paralelepípedos. O bairro tem aquele charme de Paris antiga que muitas fotos capturam — cafés pequenos, lojas de artistas, grafites artísticos.

A Basílica do Sacré-Cœur fica no topo da colina. Você pode subir os degraus (364 degraus, nada demais) ou pegar um funicular (€2, sai do lado oposto da escada). A entrada na basílica é gratuita, mas a vista do topo vale cada degrau — é o ponto mais alto de Paris e você vê toda a cidade se estender abaixo.

Prédios históricos e rua parisiense com turistas
Foto de Denisa Lesniaková no Pexels.

Desça e explore a Place du Tertre, onde artistas vendem quadros e desenham retratos ao vivo. Coma um crepe de nutela ali mesmo (€6-8). No final da tarde, siga para o Moulin Rouge, o cabaré mais famoso do mundo. Se quiser entrar para um show, reserve com antecedência (preços começam em €90 por pessoa). Se não quiser gastar, aproveite para fotografar o moinho vermelho à noite — é lindíssimo.

Dia 4: Museu d’Orsay, Saint-Germain e Jardim de Luxemburgo

O Museu d’Orsay é menor que o Louvre, mas tem uma coleção impressionista que não tem igual no mundo. Monet, Renoir, Van Gogh — estão todos lá. O museu ocupa um prédio lindo, uma estação de trem convertida. Reserve 2-3 horas. Terças é dia fechado; quartas têm entrada gratuita após as 18h se você tiver menos de 26 anos (aproveita se for o caso).

Depois, vá para Saint-Germain-des-Prés, o bairro literário onde Hemingway, Sartre e Simone de Beauvoir costumavam sentar nos cafés. Visite o Café de Flore e Les Deux Magots — não são baratos (um café custa €5-7), mas o lugar tem história. Não precisa comer, só sente e absorva a atmosfera.

À tardinha, pegue o Jardim de Luxemburgo, um parque enorme com cadeiras vermelhas espalhadas na grama, crianças no carrossel vintage, e uma vibe bem francesa de descanso. Muitos parisienses vêm aqui para relaxar após o trabalho. Sente numa cadeira, observe as pessoas passando, e entenda por que os franceses valorizam otium — o tempo ocioso.

Dia 5: Palácio de Versalhes (Bate-Volta)

Um dia inteiro para Versalhes é essencial. Saia bem cedo (6h30 da manhã) do centro de Paris. Pegue o RER (linha C, estação Versailles Rive Gauche) — custa €4 e leva 40 minutos. Cheque online e compre o ingresso para o Palácio antes (para evitar fila).

Versalhes é enorme. O palácio em si — com aquele espelho famoso, os aposentos do rei, as pinturas no teto — exigem 2-3 horas. Depois, os jardins (que são MAIORES que o palácio) exigem mais 1-2 horas. Se tiver tempo, pegue um trenzinho turístico que sai do palácio e leva você até a ala de Trianon (pequenos palácios nos fundos dos jardins, muito mais tranquilo e lindo).

Dica prática: use sapatos confortáveis. Versalhes é uma maratona. Leve água. Se for em final de semana, prepare-se para multidões enormes — semanas são menos cheias.

Dia 6: Bairro Latino, Panteão e Shakespeare and Company

O Bairro Latino é onde os estudantes vivem em Paris. Ruas estreitas, livrarias velhas, bares baratos, e uma energia de juventude misturada com história medieval. Use o metrô para a estação Saint-Michel e comece a caminhar.

Visite a Livraria Shakespeare and Company, a mais famosa de Paris. Tem três andares cheios de livros em várias línguas, uma escada caracol antiga, e aquele cheiro de livro velho que faz qualquer leitor chorar. Foto com a placa no exterior é quase obrigatória. Leve tempo para explorar, não é um lugar para correr.

Depois, suba até o Panteão, que fica também no Bairro Latino. Lá dentro estão enterrados grandes escritores e cientistas franceses como Victor Hugo, Voltaire e Marie Curie. A entrada custa €13. A vista do topo do Panteão é uma das melhores de Paris (menos famosa que a Torre Eiffel, o que significa menos turista).

Cena de rua em Paris com arquitetura clássica
Foto de Jitendra Gidwani no Pexels.

Coma numa crêperie local — as melhores não têm placa grande e ficam nas ruas laterais. Peça uma crepe salgada (jambon fromage, que é presunto e queijo) e depois uma doce (Nutella com banana). Sai por menos de €12 as duas.

Dia 7: Marais, Place des Vosges e Lojas Vintage

O Marais é outro bairro que merecia estar em todos os dias de Paris. Pega o metrô para Saint-Paul e comece sem pressa. O bairro tem a Place des Vosges, uma praça renascentista perfeita com galerias, cafés e a casa de Victor Hugo (que você pode visitar).

Ao redor, milhares de lojas: designer francês, vintage, arte, livros raros. A rua Vieille du Temple é a principal, mas pegue as ruas menores — Rue Turenne, Rue de Rivoli, Rue de Francs Bourgeois. Aqui é onde locais fazem compras, não turista comum.

Coma um falafel no Marais (surpreendentemente, tem uma comunidade árabe aqui com excelentes falafeleiras — a mais famosa é a L’As du Fallafel na Rue des Rosiers). Depois, pegue uma galeria ou museu menor que ainda não visitou, ou simplesmente sente num café e termine seu dia sem pressa.

Dicas Práticas Para Sua Semana

Transporte: Compre um passe Paris Visite (válido de 1 a 5 dias, inclui metrô + RER + bônibus). Ou compre um carnê de 10 bilhetes simples (t+) por cerca de €17, que sai bem mais barato que bilhete avulso. Ande a pé quando possível — Paris é melhor descoberta a pé.

Dinheiro: Euros. Use cartão de débito em caixas eletrônicos (muitos brasileiros visitam, então máquinas estão por todo lado). Cartão de crédito funciona em quase todo lugar, mas leve algo de dinheiro em espécie.

Comida: Não coma em restaurante turístico perto da Torre Eiffel ou Louvre. Ache bistrôs e brasseries locais, onde a comida é melhor e mais barata. Menu do dia (déjeuner) no almoço sai por €12-15, enquanto à noite a mesma comida custa €35.

Roupa: Mesmo no verão, Paris tem manhãs e noites frias. Leve uma jaqueta. Paris é casual, você não precisa se arrumar muito, mas homens em shorts muito curtos e mulheres em roupas muito reveladoras chamam atenção (nem sempre boa).

Vista de Paris com rio Sena e paisagem urbana
Foto de Matteus Silva no Pexels.

Museus: Se visitar mais de 4 museus, o Paris Museum Pass (€59 para 2 dias, €89 para 4 dias) compensa. Inclui Louvre, d’Orsay, Versalhes, Panteão e muitos outros sem fila.

Perguntas Frequentes

Vale a pena subir na Torre Eiffel ou só fotografar de longe? Se for sua primeira vez em Paris, suba. A vista do topo é diferente de qualquer fotografia. Mas se for terceira vez ou se tiver medo de altura, as vistas de Trocadéro e Champ de Mars são lindas também.

Quanto tempo preciso em cada museu? Louvre: 3-5 horas. d’Orsay: 2-3 horas. Versalhes: 4-5 horas. Se está com pressa, Louvre e d’Orsay ficam melhor que Versalhes (que precisa de um dia inteiro).

Qual é o melhor transporte do aeroporto para o centro? RER B (trem) é rápido, €12 ida, 35 minutos. Ônibus é mais barato (€12, mas leva 50-90 minutos). Uber/táxi sai por €50-70 e é direto.

Preciso falar francês? Não, mas “bonjour” e “s’il vous plaît” abrem portas. Inglês funciona na maioria dos lugares turísticos, mas francês mostra respeito — até tentativa ruim impressiona locais.

Qual é o melhor mês para ir? Maio a junho e setembro a outubro. Julho-agosto é muito quente e cheio de turista. Inverno (dezembro a fevereiro) é frio, mas tem menos gente e é mais barato.

Complemento importante: Para entender melhor como chegar a Paris e se mover pela cidade durante sua semana, leia nosso guia completo sobre como se locomover em Paris: metrô, RER e bilhetes — tem dicas de passes, linhas principais e como não se perder.

Conclusão: Sua Semana de Sonho em Paris

Sete dias em Paris é tempo suficiente para ver o essencial, respirer fundo, e começar a entender por que a cidade é chamada de “Cidade Luz”. Você vai caminhar em ruas onde os maiores artistas e escritores já pisaram. Vai comer pão quente saído do forno, beber café que muda sua vida, e tirar fotos que seus amigos vão chamar de inveja.

O roteiro que compartilhei aqui é só uma base. Paris é feita para desvios. Se encontrar uma galeria interessante, entre. Se ver um restaurante que parece bom, sente. Se uma rua pequena chamar sua atenção, siga. A melhor parte de Paris é o que você descobre por acaso.

Bon voyage!

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